Ipê · Rio de Janeiro

Terceiro Fôlego

Há madeiras que voltam à vida como se respirassem de novo.

Os furos

Do deck que a viu nascer, restaram as marcas — passagens de luz e ar através da própria cicatriz.

Pontos de respiração ao longo do corpo

Origem do Nome

Agora, retirada desse repouso líquido, ressurge renovada. O tom violeta suave que a reveste funciona como a respiração profunda de quem retorna à vida com serenidade.

Terceiro Fôlego representa a possibilidade de uma segunda, terceira existência, a beleza que só o tempo e a transformação são capazes de criar. É a prova de que, mesmo depois de anos oculto nas águas, o que é essencial permanece e pode renascer ainda mais belo.

Por dentro, a mesma passagem, outra luz

Um dos relevos, de perto

Um Mapa de Tempo

Cada fissura, cada mancha, cada desnível é um traço do seu mergulho, uma lembrança de que a beleza pode nascer da resistência. Os recortes e relevos, um mapa de tempo e persistência.

Matéria-prima
Ipê
Dimensões
137 x 22 x 7 cm

Sobre a Peça

Madeira encontrada submersa por Gerônimo, resgatada de um antigo deck na Ilha da Gigóia. Feita de Ipê, essa peça exigiu paciência e força. O desbaste foi árduo, a superfície respondeu devagar como se testasse o fôlego de quem a tocava. Mas em algum momento, a madeira cedeu. E, ao ceder, revelou sua nova forma: firme, moderna e precisa.

As cavidades e imperfeições tornaram-se pontos de respiração. Há um contraste vivo entre a brutalidade da matéria e a delicadeza do gesto que a moldou. “Terceiro Fôlego” é o testemunho de que tudo o que resiste pode renascer.

Mas o tempo debaixo d'água
não a destruiu.

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