Jatobá · Rio de Janeiro
Corpo Livre
Há corpos que não obedecem à forma, eles simplesmente se tornam.
A pele
A pele nasce em estrias longas, como o vento desenha na relva — uma superfície que recusa a linha reta. É por ela que o corpo livre respira antes de se revelar.
A pele que a mata emprestou ao corpo
Origem do Nome
A textura irregular reforça a ideia de espontaneidade, de algo que não se submete à rigidez geométrica, mas segue o fluxo do instinto. A cor terrosa, quente e viva, conecta a obra ao chão, à pele da mata, àquilo que é essencialmente natural.
Corpo Livre não é apenas uma metáfora animal, mas uma celebração da autonomia da forma. É o corpo da madeira revelado, mas também o corpo do artista que se entrega ao processo, e o corpo do observador que encontra nas curvas um convite à contemplação e ao repouso.
O Processo
O processo foi lento e exigente. A madeira era densa, dura, resistente. Uma luta a cada desbaste mas a personalidade surgia, lembrando que o ofício é feito de paciência e insistência. Ferramentas se perderam em seu interior engolidas por uma matéria que teimava em não ceder. E ainda assim, pouco a pouco, a forma começou a emergir.
O corpo da madeira, revelado
O corpo da madeira, revelado
A espinha que sustenta o corpo livre
A espinha que sustenta o corpo livre
- Matéria-prima
- Jatobá
- Dimensões
- 82 x 22 x 17 cm
Sobre a Peça
Há corpos que não obedecem à forma, eles simplesmente se tornam. “Corpo Livre” nasceu de uma madeira esquecida na casa de um antigo marceneiro que já não podia mais exercer seu ofício. Entre pilhas de tábuas e ferramentas antigas, ela estava jogada quando os artesãos a encontraram, trazia consigo o peso dos anos e a dignidade de quem esperou o tempo certo para ser revelada.
Hoje, “Corpo Livre” exibe uma presença rara: elegante, natural e em movimento mesmo quando repousa. Suas curvas e relevos parecem respirar, expandindo e contraindo conforme a luz a percorre.
Elegante, natural e em movimento.