Abyssal

Nas profundezas, onde a luz não chega, tudo aprende a brilhar de outro modo.

Leucena · Rio de Janeiro

Dos lugares do mar, o mais profundo. Feita de madeira Leucena resgatada de poda urbana no Rio de Janeiro.

Origem do Nome

Nas profundezas, onde a luz não chega, tudo o que existe aprende a brilhar de outro modo.

O nome Abyssal evoca a zona abissal dos oceanos, uma região profunda e pouco explorada, onde a ausência de luz revela um universo de mistério e silêncio. Assim como esse ambiente extremo, a peça traduz em madeira e cor a sensação de mergulho no desconhecido — onde a escuridão é atravessada por nuances inesperadas de vida e luminosidade.

A multiplicidade de mais de dez tons de azul representa a riqueza cromática do fundo do mar, capaz de variar do azul profundo quase negro ao brilho cintilante das bioluminescências que habitam essas águas. As linhas bem marcadas, remetem às correntes marinhas, às ondulações do tempo e à pressão das profundezas, trazendo textura, densidade e ritmo à obra.

O contraste do interior laranja da madeira limpa com o exterior em degradê azul sugere uma fissura de energia: como se dentro do abismo houvesse um núcleo de fogo ou vida pulsante, lembrando que mesmo nas regiões mais inóspitas o oceano guarda segredos de intensidade e beleza.

Um núcleo de fogo no abismo

Detalhe

A matéria, de perto

Grão e anéis
Cristas — as correntes
Matéria-prima
Leucena
Dimensões
47 x 35 x 30 cm

Sobre a Peça

Feita da madeira Leucena, descartada após ter sido podada pela cidade, esta “sobra” foi encontrada por acaso. O tronco, ao ser cortado, revelou um disco de cores vivas e contrastes intensos

As rachaduras, mantidas propositadamente, criam passagens de luz que permitem ver de dentro para fora e de fora para dentro. São frestas onde o olhar atravessa a matéria.

Abyssal traz consigo um fragmento de mar e mistério.

Os olhos da madeira

O interior, em contraste

Da madeira.
De madeira.

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